As asas que nos crescem buscam a essência dos nossos espaços bravios.
Tuesday, February 10, 2004
Um espírito velho apaixona-se,
cansado de sofrer por ti
entrega-se numa outra paisagem
com receio de que esta o deixe amar
Não! Leve coração, não te deixes ser frágil.
Combate a dor e fortalece-te.
Encara-a no teu passado e
arranca as raízes que te ensandeceram.
Volta à tua saúde e deixa-te levar
à beira mar, pela tua onda, aquela
que sabes que te vai ler defronte,
que acreditas merecer ser lido.
A virtuosa aparição de ti no meu ser
faz-me sorrir e acreditar
que não é apenas a tua ausência
que me confia o meu sorriso…
O teu sabor salgado nas minhas
papilas gustativas
dá-se como se fosse um novo sabor:
daqueles que raramente sinto,
daqueles que raramente saboreio…
És tu e o teu sal que se infiltram
na minha pele, que marcam
a diferença no meu eu a
precisar de coragem para acreditar
que um espírito velho se possa apaixonar.
15.01.04
... ... ... ... ... ... ...
Hoje chamavas por mim,
sem me querer aperceber,
diante de ti, não me voltei
apenas por medo de em ti me perder…
Ontem vi-te brilhar...
Eras uma das estrelas da nossa cidade…
Contigo, não parava, de acordada sonhar,
em por ti me deixar levar e dizê-lo com vaidade
(e dizer com vaidade, que por ti me quero deixar levar)
Encantas-me dessa forma subtil,
de me olhares, de me cativares.
De me prenderes…
As tuas palavras codificadas
Fazem-me perder a cabeça…
És a asa que me faz perder
nas longas viagens da minha mente.
És a ferida aberta pela qual tenho
até vontade de sofrer
És o nada que me faz contente.
Não és nada porque quero tudo.
És o tudo que fulgura em mim,
que fora de mim se apresenta
Como sendo quase nada.
Gostava de me perder na tua asa,
encontrar-me no teu coração,
Onde o tudo seria o nosso nada,
onde nada seria tudo!
Contigo só sou sorridente se fores tudo.
15.01.04
... ... ... ... ... ... ...
Á minha margem estás tu,
aquém de mim.
Longe, muito longe…
Conquistei a tua presença,
conquistei a minha presença,
ainda que encoberta pela
nuvem que carrega o teu
semblante, apesar de todas as ternuras.
Sei que não queres ser,
nem deixares-te encantar
numa alma que te saiba ler
Por muito que anseies ser lido.
Tens medo de saltar ao
acreditares que só precisas
de um passo teu, para sorrires,
todos os dias, (para mim).
Foges das tuas vontades,
como se elas fossem as mentiras
que não queres na tua realidade...
…E nem sequer dás conta…
15.01.04
... ... ... ... ... ... ...
cansado de sofrer por ti
entrega-se numa outra paisagem
com receio de que esta o deixe amar
Não! Leve coração, não te deixes ser frágil.
Combate a dor e fortalece-te.
Encara-a no teu passado e
arranca as raízes que te ensandeceram.
Volta à tua saúde e deixa-te levar
à beira mar, pela tua onda, aquela
que sabes que te vai ler defronte,
que acreditas merecer ser lido.
A virtuosa aparição de ti no meu ser
faz-me sorrir e acreditar
que não é apenas a tua ausência
que me confia o meu sorriso…
O teu sabor salgado nas minhas
papilas gustativas
dá-se como se fosse um novo sabor:
daqueles que raramente sinto,
daqueles que raramente saboreio…
És tu e o teu sal que se infiltram
na minha pele, que marcam
a diferença no meu eu a
precisar de coragem para acreditar
que um espírito velho se possa apaixonar.
15.01.04
... ... ... ... ... ... ...
Hoje chamavas por mim,
sem me querer aperceber,
diante de ti, não me voltei
apenas por medo de em ti me perder…
Ontem vi-te brilhar...
Eras uma das estrelas da nossa cidade…
Contigo, não parava, de acordada sonhar,
em por ti me deixar levar e dizê-lo com vaidade
(e dizer com vaidade, que por ti me quero deixar levar)
Encantas-me dessa forma subtil,
de me olhares, de me cativares.
De me prenderes…
As tuas palavras codificadas
Fazem-me perder a cabeça…
És a asa que me faz perder
nas longas viagens da minha mente.
És a ferida aberta pela qual tenho
até vontade de sofrer
És o nada que me faz contente.
Não és nada porque quero tudo.
És o tudo que fulgura em mim,
que fora de mim se apresenta
Como sendo quase nada.
Gostava de me perder na tua asa,
encontrar-me no teu coração,
Onde o tudo seria o nosso nada,
onde nada seria tudo!
Contigo só sou sorridente se fores tudo.
15.01.04
... ... ... ... ... ... ...
Á minha margem estás tu,
aquém de mim.
Longe, muito longe…
Conquistei a tua presença,
conquistei a minha presença,
ainda que encoberta pela
nuvem que carrega o teu
semblante, apesar de todas as ternuras.
Sei que não queres ser,
nem deixares-te encantar
numa alma que te saiba ler
Por muito que anseies ser lido.
Tens medo de saltar ao
acreditares que só precisas
de um passo teu, para sorrires,
todos os dias, (para mim).
Foges das tuas vontades,
como se elas fossem as mentiras
que não queres na tua realidade...
…E nem sequer dás conta…
15.01.04
... ... ... ... ... ... ...
Friday, January 30, 2004
A noite fria gelava-me o rosto. Ao entrar no teu mundo de claves, pautas e notas aqueci a face momentaneamente com teus olhares repletos de magia que tanto me fazem sonhar. Contigo!
Os teus dedos são como esquiços de da Vinci. Traduzem a beleza que tolda toda a tua alma. Tens magia nas tuas mãos ao fazeres do silêncio a melodia encantadora desta noite fria.Torna-la quente! Tens o condão de mudar as minhas constelações e no meu firmamento figuras tu, repleto de luz. És brilhante! Tão brilhante que julgo não ser merecedora da tua essência, nem pelos momentos fugazes que a reciprocidade me oferece e tão felizes me fazem.
Tu fazes-me acreditar que os meus devaneios podem ser realidade pois sinto que já me apaixonei pelos mundos, mas apenas tu tornas o meu mundo apaixonante!
28.01.2004
Os teus dedos são como esquiços de da Vinci. Traduzem a beleza que tolda toda a tua alma. Tens magia nas tuas mãos ao fazeres do silêncio a melodia encantadora desta noite fria.Torna-la quente! Tens o condão de mudar as minhas constelações e no meu firmamento figuras tu, repleto de luz. És brilhante! Tão brilhante que julgo não ser merecedora da tua essência, nem pelos momentos fugazes que a reciprocidade me oferece e tão felizes me fazem.
Tu fazes-me acreditar que os meus devaneios podem ser realidade pois sinto que já me apaixonei pelos mundos, mas apenas tu tornas o meu mundo apaixonante!
28.01.2004
Thursday, January 29, 2004
De olhos fechados...
Apenas de olhos fechados te sinto.
Recebo as ternuras que me acalentam,
que não me fazem olvidar-te.
De olhos fechados,
farejas a minha pele, enlouquecendo
os meus sentidos.
De olhos fechados,
fazes do nosso silêncio o barulho
ensurdecedor que toma conta das almas,
das nossas almas, perdidas, rantejantes
de gestos frageis aludindo o cantar da aurora.
De olhos fechados,
tua mão é subtil.
Percorre-me procurando
o encontro da adolencência,
da adolescência das paixões eternas,
das mãos dadas num fim de tarde qualquer...
De olhos fechados és o sonho que me encerra!
Ao abrir o olhar, não te olho
Vejo-te.
Encontro-te sempre. Dentro e fora de mim.
Vejo-te.
Observo o teu olhar que reflecte a minha imagem
Vejo-te.
e no fim, de olhos fechados, beijo-te!
Apenas de olhos fechados te sinto.
Recebo as ternuras que me acalentam,
que não me fazem olvidar-te.
De olhos fechados,
farejas a minha pele, enlouquecendo
os meus sentidos.
De olhos fechados,
fazes do nosso silêncio o barulho
ensurdecedor que toma conta das almas,
das nossas almas, perdidas, rantejantes
de gestos frageis aludindo o cantar da aurora.
De olhos fechados,
tua mão é subtil.
Percorre-me procurando
o encontro da adolencência,
da adolescência das paixões eternas,
das mãos dadas num fim de tarde qualquer...
De olhos fechados és o sonho que me encerra!
Ao abrir o olhar, não te olho
Vejo-te.
Encontro-te sempre. Dentro e fora de mim.
Vejo-te.
Observo o teu olhar que reflecte a minha imagem
Vejo-te.
e no fim, de olhos fechados, beijo-te!
Tuesday, January 27, 2004
Alegra-me saber que tens vida
para além da tua vida.
Os nós dos teus dedos
impedem-te de tocar a derradeira melodia,
aquela que te fará mergulhar
no maior dos teus temores.
Não temas.
Sê audaz e sente a forma
que agora desenhas na tua mente.
Corre.
Sente os arrepios e os suores frios
que a tua presença me causa.
Voa para aquele ramo que não vai
partir mesmo com dois pássaros.
Transformador do desejo no agora,
ele é o nosso Sítio!
Hoje ... Sei agora que vislumbramos o que sinto do mesmo ângulo e essa perspectiva presenteia-me com um lenço de seda azul celeste que embarga os meus gestos sedentos de sentidos... Sentirás de igual modo! Reciprocidade!
para além da tua vida.
Os nós dos teus dedos
impedem-te de tocar a derradeira melodia,
aquela que te fará mergulhar
no maior dos teus temores.
Não temas.
Sê audaz e sente a forma
que agora desenhas na tua mente.
Corre.
Sente os arrepios e os suores frios
que a tua presença me causa.
Voa para aquele ramo que não vai
partir mesmo com dois pássaros.
Transformador do desejo no agora,
ele é o nosso Sítio!
Hoje ... Sei agora que vislumbramos o que sinto do mesmo ângulo e essa perspectiva presenteia-me com um lenço de seda azul celeste que embarga os meus gestos sedentos de sentidos... Sentirás de igual modo! Reciprocidade!
Sunday, January 25, 2004
"É essa a diferença entre nós. Por muito que tu saibas que te vais magoar, quando queres entrar num jogo, entras."
Inês Correia
Um acto de coragem não é mais do que a evidêcia dos meus ensejos, aos quais não, não me quero render. Entrego-me perante a melodia dourada que canta o meu coração a falar de ti... estou disposta a dar-te a minha essência. Se a quiseres guardar, ofereço-te um sorriso e refracto-o no meu mundo denunciando as breves, mas profundas intenções de encanto que tenho perante ti.
A tua doçura faz-me sorrir, o teu olhar parece amarrar-me a ti, em mim, com doces frutos sumarentos, aludindo à frescura de uma alma gentil que me cativa. TU.
Ao invadires o meu mundo dessa forma serena tão profunda e com tanto impacto, sinto não mais do que a necessidade de me evadir contigo num pêssego suave envolto na nossa bolinha de sabão, que nao deixa mais nada, senão o desfrute de Nós sobre Nós. Além da lua, aqui, entre quatro paredes ... , numa realidade concreta, irreal nas nossas vidas, mas num sítio qualquer paralelo, onde tenho a certeza que já nos partilhámos.
No meu céu estás tu com um sorriso assente em cordas que fazem sempre ter a vontade de planar em minhas asas e encontar-te naquele sítio que é só nosso. Flutuaríamos.
Uma parede branca reflecte a tua sombra desenhada a carvão negro onde a tua linha dissimula a imagem bonita que me dás quando penso em ti.
Fora de mim és diferente. Não que dentro de mim sejas perfeito, mas ao calor da minha caneta de chocolate és cremoso, inundas-me dos mais estranhos sabores que perante a minha estupefacção denunciam a descoberta do teu eu interno no meu eu interior.
É estranho o paralelismo que temos de fazer entre a forma como vivemos no mundo interno e como ela se apresenta no mundo externo.
Aprisiono-me na tua essência ou no Tu essencial que acreditei seres tu. Gosto de ti assim, e sabes, acredito que sejas assim, só me dói saber que tu nunca vais ser assim para mim.
Quando não te sinto, valorizo o modo como tu te mostras em mim, então, fico triste. És demasiado no meu eu para ficar contente por estar no mesmo espaço que tu agora, neste momento.
Inês Correia
Um acto de coragem não é mais do que a evidêcia dos meus ensejos, aos quais não, não me quero render. Entrego-me perante a melodia dourada que canta o meu coração a falar de ti... estou disposta a dar-te a minha essência. Se a quiseres guardar, ofereço-te um sorriso e refracto-o no meu mundo denunciando as breves, mas profundas intenções de encanto que tenho perante ti.
A tua doçura faz-me sorrir, o teu olhar parece amarrar-me a ti, em mim, com doces frutos sumarentos, aludindo à frescura de uma alma gentil que me cativa. TU.
Ao invadires o meu mundo dessa forma serena tão profunda e com tanto impacto, sinto não mais do que a necessidade de me evadir contigo num pêssego suave envolto na nossa bolinha de sabão, que nao deixa mais nada, senão o desfrute de Nós sobre Nós. Além da lua, aqui, entre quatro paredes ... , numa realidade concreta, irreal nas nossas vidas, mas num sítio qualquer paralelo, onde tenho a certeza que já nos partilhámos.
No meu céu estás tu com um sorriso assente em cordas que fazem sempre ter a vontade de planar em minhas asas e encontar-te naquele sítio que é só nosso. Flutuaríamos.
Uma parede branca reflecte a tua sombra desenhada a carvão negro onde a tua linha dissimula a imagem bonita que me dás quando penso em ti.
Fora de mim és diferente. Não que dentro de mim sejas perfeito, mas ao calor da minha caneta de chocolate és cremoso, inundas-me dos mais estranhos sabores que perante a minha estupefacção denunciam a descoberta do teu eu interno no meu eu interior.
É estranho o paralelismo que temos de fazer entre a forma como vivemos no mundo interno e como ela se apresenta no mundo externo.
Aprisiono-me na tua essência ou no Tu essencial que acreditei seres tu. Gosto de ti assim, e sabes, acredito que sejas assim, só me dói saber que tu nunca vais ser assim para mim.
Quando não te sinto, valorizo o modo como tu te mostras em mim, então, fico triste. És demasiado no meu eu para ficar contente por estar no mesmo espaço que tu agora, neste momento.
Friday, January 23, 2004
O acaso nao existe
Existe Reciprocidade e
essa sim, dá sentido ao acaso.
Hoje a Reciprocidade foi boa para mim,
Permitiu que o acaso me enchesse
o olhar de palavras dóceis...
Ele veio do nada e encheu-me
com quase tudo, naquele
fugaz acaso...
Já sentados, chamou-me de
Joaninha e já na sua mesa
Joaninha olhava para a janela e
já via aquilo que antes já tinha desejado.
Já se ia...
A Reciprocidade terminou o seu acordo
com o acaso, mas antes,
deixou-me um beijo...
...claramente humedecido
seguido de uma volta onde mais
uma carícia me ofereceu, quiçá
ao acaso e que eu recebi sem
retribuir reciprocidade.
...Apenas aquela que ele
conseguisse ler no meu olhar
inundado por mais um acaso recíproco.
Existe Reciprocidade e
essa sim, dá sentido ao acaso.
Hoje a Reciprocidade foi boa para mim,
Permitiu que o acaso me enchesse
o olhar de palavras dóceis...
Ele veio do nada e encheu-me
com quase tudo, naquele
fugaz acaso...
Já sentados, chamou-me de
Joaninha e já na sua mesa
Joaninha olhava para a janela e
já via aquilo que antes já tinha desejado.
Já se ia...
A Reciprocidade terminou o seu acordo
com o acaso, mas antes,
deixou-me um beijo...
...claramente humedecido
seguido de uma volta onde mais
uma carícia me ofereceu, quiçá
ao acaso e que eu recebi sem
retribuir reciprocidade.
...Apenas aquela que ele
conseguisse ler no meu olhar
inundado por mais um acaso recíproco.